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REVISTA MULTIDISCIPLINAR N° 03 - JUNHO DE 2007 / ISSN 1980-5950

ARTIGOS
O Administrador e a Liderança

 OLIVEIRA, Odair José¹

Resumo: As organizações tem tido um papel vital na vida em sociedade, as empresas em especial tem sofrido fortes impactos no seu ambiente interno com seus colaboradores e no ambiente externo com as mudanças sociais e econômicas. Muitas empresas têm sucumbido diante de tantos desafios. O administrador moderno, através dos stakeholders pode criar uma atmosfera de motivação para as mudanças, para a melhoria dos processos empresariais, que visam atender esse consumidor mais exigente e disputado, em preço, qualidade, segurança e agilidade. Quando o administrador consegue fundir o gerenciamento à liderança terá condições de transitar melhor em meio caos, assim a liderança tem se tornado um fator crítico para o sucesso do administrador moderno.

Palavras-Chave: Organizações, Administrador e Liderança

Abstract: The Organizations have had a vital function in the society’s life, the enterprises in especial have suffered b impacts in their environmental inner with their collaborators and in the external environment with social and economic changes. Many enterprises have been lost in front of many challenges. The modern administrator by the stakeholders may create an atmosphere of motivation for the changes, for the improvement of the enterprise process which want to attend this more exigent and disputed consumer, corresponding in price, quality, security and agility. When the administrator join the management with the leadership he will have conditions to better transit in the chaos, and like this the leadership has became a critic factor for the success of the modern administrator.

Key Word: Organizations, Administrator and Leadership.

INTRODUÇÃO

Atualmente podem-se observar muitas transformações socioeconômicas impactantes no mundo empresarial, a globalização é um dos fenômenos que mais mudou e muda o cenário mundial, a globalização obteve o impulso necessário para se desenvolver no final da 2º guerra mundial e culminou em 1989 com a queda do comunismo, simbolizado pelo muro de Berlim, que dividia o mundo em dois grandes grupos: capitalistas e comunistas, (DRUCKER, 1999).
Outra grande contribuição para o estabelecimento da globalização foram os avanços tecnológicos, especialmente o das telecomunicações, a mola propulsora da globalização, foi a partir do acesso em massa aos equipamentos como televisão, telefone computadores e a internet que a aproximação dos povos se consolidou, trazendo uma nova dinâmica econômica, mudando muito a forma de se administrar (NAISBIT, 1999).
Dados estatísticos têm demonstrado que muitas empresas não conseguem sobreviver num ambiente de alta competitividade e altamente dinâmico, as causas naturalmente são várias, mas uma em especial é o objeto dessa pesquisa bibliográfica.
Os administradores se defrontam com um mundo de oportunidades e desafios e a sua postura é quem vai ditar o caminho a ser seguido, se o caminho da tradição ou o caminho da inovação.

A IMPORTÂNCIA DAS ORGANIZAÇÕES

As organizações são à base da vida em sociedade, quando os bebês nascem, começam seus primeiros segundos de vida em um hospital, que é uma organização de saúde, depois por toda a vida continuam participando de organizações como, família, igreja, escola, empresa, clube e universidade. Os seres humanos precisão das organizações para suprir as necessidades individuais e coletivas.
No ambiente organizacional, é comum a relação entre as pessoas, a formação de grupos de trabalho, a soma de esforços na busca do cumprimento de metas, e nesse ambiente é importante que os administradores atuais compreendam que o sucesso do seu trabalho é vital para a vida em sociedade, (CHIAVENATO, 2004). 
Para Kotter (1999), dada à necessidade das organizações atenderem novas exigências mercadológicas verificou-se que a mudança, a inovação, a rapidez e a diminuição de hierarquias tornaram-se a chave do sucesso organizacional, mas para que essas implementações sejam possíveis o papel do administrador é crucial nesse processo.
Impactos sociais, culturais e econômicos têm solapado as organizações durante séculos, mas um em especial mostrou-se incomparável pela grandeza das mudanças que provocou e provoca em organizações do mundo todo, especialmente as organizações empresariais, esse fenômeno foi conhecido como globalização.
Essa emblemática citação consegue demonstrar a dimensão desse impacto.
A notícia do assassinato do presidente norte-americano Abraham Lincoln, em 1865, levou 13 dias para cruzar o Atlântico e chegar a Europa. A queda da Bolsa de Valores de Hong Kong (outubro-novembro/97) levou 13 segundos para cair como um raio sobre São Paulo e Tóquio, Nova York e Tel Aviv, Buenos Aires e Frankfurt. Eis ao vivo e em cores, a globalização (ROSSI apud LOPES, 2006, p.1).
Certamente o ambiente de negócios depois da globalização nunca mais será o mesmo, o mundo organizacional tem se tornado nos últimos anos cada vez mais competitivo e complexo, e o modelo de gestão autoritária e individualista não está servindo mais aos propósitos empresariais.
Em muitas empresas “administradores” tem seguindo o modelo autocrático de gestão, contam com os seus colaboradores apenas do pescoço para baixo, e os resultados são: apatia; falta de interesse; perda da criatividade e da excelência. Isso não é ser competitivo no mercado globalizado, para ser competitivo, é preciso contar com os profissionais do pescoço para cima. Porque é isso exatamente o que os concorrentes estarão fazendo.
A administração baseada no poder está entrando em colapso, pois joga os recursos humanos que são os recursos mais estratégicos que as organizações possuem num estado de morbidez. Como alternativa para essa esse estilo administrativo já obsoleto, busca-se uma administração que estimule paixão pelo negócio, onde as pessoas sintam-se valorizadas, respeitadas, amadas, motivadas e, sobretudo tenham suas necessidades satisfeitas. (HUNTER apud LACERDA, 2005).
Segundo Diniz (2004), a íntima relação e interação facilitam a comunicação entre administradores e colaboradores, e isso faz toda a diferença no sucesso organizacional, comunicar e estimular paixão pela missão da organização, é um dos grandes papéis dos administradores do século XXI.
E o grande problema é que quando as organizações vão mal, a sociedade também vai mal, as empresas em especial tem uma missão muito mais importante do que apenas gerar lucro para seus acionistas. Conforme Lacerda (2005), “a entidade que pode destruir ou consertar o mundo hoje, não é a igreja, um líder carismático ou um partido político. São as empresas”.

CONSEQÜÊNCIA DA FALTA DE LIDERANÇA NAS ORGANIZAÇÕES

As mudanças das relações com clientes, fornecedores e colaboradores, inovações de processos, inovações tecnológicas, flexibilidade dos processos, necessidade de redução de custo, maior capacidade criativa, presença da ética nas relações, visão do negócio, necessidade de planos estratégicos mais sofisticados e a diminuição de hierarquias tornaram-se as chaves do sucesso organizacional, mas para que essas implementações sejam possíveis os administradores tem que agir como líderes e abandonar o modelo de administração pelo temor.
Segundo Cohen (2006), os índices de falência de empresas em todo o mundo são muito altos: oitenta por cento das empresas fracassam em três anos de vida.
Conforme Cardoso (2007), a estimativa feita por Cohen é certamente exagerada, mas não está muito longe da verdade. Uma pesquisa por amostragem feita em 1997 pelo Sebrae em doze Estados mostra que o índice de falências varia entre 47% e 73% em três anos. Em São Paulo, o Estado brasileiro que abriga mais empresas, os resultados foram: 35% de falências no prazo de um ano, 47% em dois anos e 56% por cento em três anos.
Esse preocupante dado das falências das empresas, sem contar as outras empresas que caminham com dificuldades, leva à inevitável questão: Por que tantas organizações não conseguem sobreviver?
O que está acontecendo atualmente é que muitos “administradores” estão apenas gerenciando e esquecendo-se de que é preciso também liderar. E, para diferenciar os administradores lideres dos administradores gerentes, é preciso entender que os líderes são aqueles capazes de contagiar as pessoas através de seu carisma e criatividade e conduzi-las às mudanças necessárias, reduzindo ao máximo os impactos da mudança. Os gerentes são aqueles que fazem com que as organizações mantenham sua identidade, mantendo o bom funcionamento do sistema, fazendo as coisas ocorreram dentro do prazo certo (BERGAMINI, 2002).
Para esclarecer melhor essa questão, Diniz (2006, p. 01) declara:
O melhor exemplo para ilustrar essa necessidade é o do exército. Em tempos de paz, funciona muito bem somente com gerentes. Mas, quando chega o momento da guerra, qualquer exército que tenha somente bons gerentes vai ser derrotado com facilidade. Nesse momento, tornam-se fundamentais os líderes. São eles que farão com que os soldados superem todos os limites que antes pareciam intransponíveis. Só os grandes líderes farão com que essas pessoas atinjam resultados extraordinários em adrenalina máxima.

As empresas investiram muito pouco nos últimos anos no desenvolvimento da liderança. Isso vale para funcionários de pequenas e grandes empresas, empreendedores, autônomos e prestadores de serviços. Por causa disso existe a necessidade tão permanente de se desenvolver administradores líderes eficazes e transformadores.
Para compreender melhor a distinção entre o modelo de organização tradicional e o modelo moderno, Aguiar (2006) ilustra através de um quadro comparativo os principais pontos divergentes de enfoque:

Quadro 1: Comparação entre Organização Tradicional e Organização Moderna

Organização Tradicional

Organização Moderna

Pesada e lenta

Leve e ágil

Burocratizada

Desburocratizada

Idéia de estrutura, “hierarquia”, centralização, acomodação, inibição, medo, ressentimentos, machismo, empoderamento dos donos prepostos e pelegos.

Idéia de rede, articulação, liderança distribuída, eqüidade de gênero com empoderamento de todas/os colaboradores.

Autocrática

Participativa

Paternalista

Auto gestionária

Competitiva e individualista (centrada no poder pessoal)

Solidária e Cooperativa (centrada nos objetivos)

Comercialização (ganha – perde)

Comercialização (ganha – ganha)

FONTE: Aguiar (2006)

Segundo Ziemer (2006), não há espaço mais para organizações tradicionais: pesquisas recentes, entre elas a da Harvard Business School, que analisou de nove a dez empresas de cada um dos vinte setores da economia americana, descobriram que as organizações com uma cultura forte e flexível, baseada em valores compartilhados, faturaram, num período de onze anos, quatro vezes mais, criaram sete vezes mais empregos, viram suas ações aumentarem doze vezes mais rápido e tiveram lucratividade de setecentos e cinqüenta por cento, superior àquelas com cultura rígida e autoritária. Ainda segundo Ziemer (2006), cálculos feitos pela consultoria Richard Barrett & Associates revelaram que valores limitantes, como burocracia, competição interna, hierarquia, culpabilização e controle, típicos de culturas autoritárias e centralizadoras, podem aumentar, cada um deles, em até sete por cento os custos da empresa.
Reforçando esse diagnostico Slater (1999, p. 14), afirma:
A antiga organização tinha se estruturado em torno do controle, mas o mundo mudou. O mundo está se transformando tão rapidamente que o controle se tornou uma limitação. Ele tira sua agilidade. Precisa-se equilibrar liberdade com algum controle, mas terá que dar muito mais liberdade do que jamais imaginou.
Diante disso, vale a pena questionar o modelo vigente de administração praticada em diversas organizações. Talvez seja o momento de se buscar um sentido mais humano para administração.
Não há a menor dúvida de que a liderança transformou-se em um tema que veio para instalar-se como pauta principal dos estudos sobre comportamento das pessoas dentro de organizações, fala-se, no entanto, de uma crise generalizada de líderes eficazes, o que tem presumivelmente resultado em aumento da complexidade dos problemas humanos nas organizações. (BERGAMINI, 2002)

OS ADMINISTRADORES E A LIDERANÇA

Conforme Kanitz apud Cardoso (2005), os Estados Unidos é hoje um país bem-sucedido porque é bem administrado. Administrado por profissionais, nos Estados Unidos, 19% dos formados em cursos superiores são administradores, profissão que dá o tom para o resto da nação. NO Brasil, são cerca de dois mil. E trezentos cursos de Administração, logo atrás dos Estados Unidos e Índia, profissão que já é a mais freqüente no Brasil, com 18% dos formados. É administração é a segunda profissão em preferência dos que ingressam nas universidades. Há dez anos, apenas 5% das empresas tinham um administrador para gerenciá-las. O resto era dirigida por empresários que aprendiam administração na prática. A previsão para 2010 é de que o País terá dois milhões de administradores e o aumento da participação desses profissionais nas gestões das empresas significará uma nova Era, muito promissora, a Era do Administrador. Administradores nunca foram ouvidos por políticos e parlamentares, nem concorriam a cargos públicos. Muitos dos governantes e ministros de Estado no Brasil aprendiam administração no próprio cargo, mas foi-se o tempo em que o mundo era simples e não havia necessidade de formação acadêmica para ser um bom gestor.Se os administradores ocuparem o espaço que lhes é devido, as organizações e o pais será um lugar melhor mais prospero e desenvolvido.

Em suas funções, de planejar, organizar, coordenar, comandar e controlar, os administradores de forma geral têm sido instruídos, e nota-se que o fazem muito bem, mas foi demonstrado que não basta aplicar as teorias da administração, visto que os gestores ainda atuam com autoridade, centralizando e acumulando poder, comportamentos típicos e característicos dos estudos das teorias científica, clássica e burocrática. Isto pode ser observado na dificuldade de muitos gestores em delegar tarefas, repassar informações, confiar e interagir com suas equipes.
Segundo Bullara (2005), todos sabem que a busca de resultados tangíveis sempre foi um dos grandes motores da vida das empresas. Foi com este objetivo que Taylor e Ford desenvolveram a Escola de Administração Científica. Depois, através de Elton Mayo e seu famoso estudo de Hawthorne, incorporaram-se novas variáveis ao processo de administrar, como por exemplo: a necessidade de reconhecimento; segurança e sentido de pertinência. A descoberta destes fatores promoveu a primeira grande mudança na forma de conduzir a empresa e os seus empregados. Como conseqüência, mudaram também os parâmetros que definiam um bom chefe e começou a delinear-se a concepção do moderno conceito de liderança.  
É verdade que houve uma mudança de enfoque, mas não se alterou significativamente o modo de tratar com as pessoas dentro da organização, justamente porque continuaram sendo vistas como um instrumento para conseguir aquilo que se quer. Por fim, mais recentemente, através do contato com o estilo japonês de gestão, surgiu uma nova vertente baseada na identificação com os valores da organização. Tal modelo deixou claro que os incentivos econômicos, a presença de desafios e um ambiente de trabalho agradável não são suficientes para gerar bons resultados. (WELCH, 2005)
Necessita-se, além disso, de pessoas fortemente comprometidas com aquilo que fazem. Descobriu-se um terceiro vetor que compõe e dá o toque final ao êxito empresarial é a liderança, contextualizada através do fomento da unidade em torno dos valores e da missão da empresa. Tal unidade sabe-se, não é nada trivial de realizar. É neste momento que se descobre os últimos traços da liderança, e, portanto, as verdadeiras prerrogativas de todo modelo de administração. A liderança não consiste somente em conduzir pessoas a qualquer parte. Tampouco consiste em fazer com que façam aquilo que se quer. Liderar é liberar a capacidade criativa das pessoas, visando atingir objetivos de acordo com os valores da organização. Como se faz isto? É aqui que se encontra o núcleo da questão: a dimensão moral do executivo. O líder não é aquele que consegue resultados através das pessoas, mas com as pessoas. Enquanto no primeiro caso, o resultado é o fim em si mesmo, e as pessoas, o instrumento; no segundo caso, o resultado é a conseqüência natural do processo de liderança, e as pessoas estão em primeiro lugar. (BULLARA, 2005)
Tem se verificado que nos últimos anos, os empregados ganharam um papel estratégico nas organizações. O novo discurso centra-se nas competências essenciais e na capacidade criativa, tornando-se cada vez mais importantes, uma vez que as empresas estão competindo pelos recursos humanos, e o conhecimento está dando início a profundas transformações, na tecnologia e na administração. Tais desafios impõem-se ao desempenho das pessoas e dos negócios, exigem estratégias para competição, evidenciam padrões mundiais de excelência, de qualidade e geram nos trabalhadores a importância do desenvolvimento constante. (CHIAVENATO, 2004)
Os administradores atuais têm um enorme desafio, o de relacionar-se nesse ambiente interno mais valorizado, criterioso e informado e ao mesmo tempo conduzir as empresas no competitivo, mutante e turbulento mercado global, a morte prematura de empresas, os altos índices de ineficiência e a incapacidade de solucionar problemas têm demonstrado que o antigo método de gestão é ineficaz e suicida para essa nova realidade (SENGE, 2003).
As empresas precisam de administradores tanto quanto de líderes, segundo Kotter apud Bergamini (2002, p. 66) “não se deve pretender que administradores e líderes  sejam a mesma coisa, bem como não se deve acreditar que o papel da liderança tenha uma qualidade superior que o da gerencia seja menos nobre ou tenha menor status do que o primeiro”.
Acontece que está existindo um super gerenciamento nas organizações, e está faltando liderança. Conforme Bennis (Apud BERGAMINI, 2002, p. 25)
a crise atual solicita liderança em cada nível da sociedade e em todas as organizações que formam. Sem liderança da espécie que vimos solicitando é difícil ver como podemos moldar um futuro mais desejável para esta nação e para o mundo. A ausência ou falta de efetividade na liderança implica na ausência de visão, numa sociedade sem sonhos; na melhor das hipóteses, isto resultará na manutenção do status que e, na pior, na desintegração de nossa sociedade, por falta de propósito e coesão.
Dessa forma, então, os administradores devem desenvolver uma postura mais pró-ativa e, para e assumir essa postura que os torne além de gerentes, também líderes capazes de reinventar os negócios e transformar as organizações, para isso devem conhecer cultivar e aprimorar a liderança. E essa atitude pró-ativa somada às capacidades administrativas, certamente os auxiliaram no êxito e sucesso pessoal e empresarial. “A maior parte dos administradores exibem algumas habilidades de liderança e a maior parte dos líderes se vêem administrando. Liderança e administração não são a mesma coisa, mas se sobrepõem” (KOTTER Apud BERGAMINE, 2002, p. 68).

CONCLUSÃO

As mudanças provocadas pela globalização têm influenciado diretamente no contexto organizacional. Essa influência pode ser vista como problema ou oportunidade. Depende muito de quem e como se está adequando a organização ao mercado.  O sucesso das mudanças está centrado nas pessoas, em como elas realizam suas atividades, o quanto estão dispostas a melhorar e aperfeiçoar-se sempre para surpreender os clientes. A agregar valor em produtos e serviços, e a colocar sua criatividade a serviço da organização essa deve ser a meta de cada colaborador. Esse sonhado comportamento não é natural nem utópico, cabe ao administrador desenvolver uma atmosfera organizacional para incentivar essa postura em seus colaboradores.
Existem indícios de que o modelo de administração tradicional, ou os que descendem dele, em sua maioria centrados no poder e em coisas, onde as relações pessoais são colocadas em segundo plano, deverá ser substituído por um modelo que é centrado na autoridade e nas relações pessoais, em que pessoas e lucro têm os mesmos níveis de importância, sendo o lucro um resultado e não um fim em si mesmo.
A necessidade de liderança nas empresas é um fato consumado por vários analistas, somente através de uma liderança participativa e democrática é que as pessoas se disporão a seguir o líder. Os administradores devem o mais rápido possível desenvolver qualidades de liderança, que somadas as suas competências administrativas são fundamentais para sucesso organizacional.

Referências Bibliográficas

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CARDOSO, Roberto Carvalho. Uma nova era. In.: Administrador Profissional, Santana de Parnaíba, fev. 2005.  Disponível em <http://www.crasp.com.br/ > Acesso em: 29 de Ago. de 2005.
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¹Mestre em Administração e Liderança pela UNISA (Universidade de Santo Amaro) e docente do curso de Administração da Faculdade de Presidente Prudente (UNIESP).


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