Lanšamento da Universidade da Terra vira ato de apoio a Fernando Costa e Ó UNIESP

SEGUNDA-FEIRA, 25 DE NOVEMBRO DE 2013
 
 
Teodoro Sampaio (SP) terá faculdade com cursos voltados para a formação dos assentados do Pontal do Paranapanema
 
uniesp universidade da terra
 

 
O lançamento de mais uma faculdade do grupo em Teodoro Sampaio, no interior de São Paulo, se transformou em ato de apoio à UNIESP e ao seu presidente, Fernando Costa. A apresentação da “Universidade da Terra”, como foi batizada, lotou o auditório da Câmara Municipal, que ficou pequeno para abrigar a população e os líderes dos movimentos sociais da região. Estavam presentes estudantes do Centro Paula Souza, dirigentes empresariais e todos os vereadores da cidade, além do prefeito Ailton Cesar Herling.

Entusiasmado, Fernando Costa fez um discurso de apoio aos sem-terra e ressaltou seu carinho especial por Zé Rainha e Deolinda, duas das principais lideranças nacionais do movimento que atuam no Pontal. “Conheci os dois quando fui engenheiro da CESP em Porto Primavera, onde ajudei a construir a hidrelétrica. Talvez naquela época eu não entendia direito a importância de um movimento que reivindicava um direito básico de cidadania que é o acesso à terra”, lembrou. 

Ao comentar que a UNIESP é um dos últimos grupos totalmente brasileiros, Costa afirmou que essa condição permitiu que ele fizesse uma parceria estratégica com os assentados para a criação da Universidade da Terra. “Não tenho medo, não temo as críticas. Todos os dias levanto de cabeça erguida porque não devo satisfação aos acionistas internacionais. O MST nasceu aqui e é mais do que justo que a UNIESP instale uma faculdade que olhe para quem mais precisa”, afirmou. Ele confirmou a criação de três cursos: Pedagogia da Terra, Agronomia e Tecnologia em Agrobusiness, que prefere chamar de Tecnologia em Agricultura Familiar. No final, não hesitou em usar o boné do MST recebido como presente.

Zé Rainha e Deolinda, por sua vez, discursaram em favor da UNIESP destacando o papel de Fernando Costa como “construtor de uma educação para todos”. Rainha lembrou ainda que o MST abraça a UNIESP “como quem abraça a um irmão, que sabe o que é a luta e sabe perseverar”.

Por se tratar de uma parceria, a Prefeitura de Teodoro Sampaio e a Câmara Municipal aprovaram de forma unânime a cessão de um prédio público que está parado desde que a promessa de se construir um pronto-socorro no local não foi cumprida pelo governo estadual. Curiosamente chamado de “Pentágono” por guardar semelhanças com o edifício sede da Secretaria de Defesa dos Estados Unidos, o equipamento abrigará inicialmente a Universidade da Terra enquanto a sede definitiva não ficar pronta em terreno próprio.

Universidade Popular

O ato teve também a participação do presidente da Associação Latinoamericana das Micro e Pequenas Empresas (Alampyme, capítulo Brasil), Sergio Miletto, que apresentou o projeto da Universidade Popular, uma tecnologia social aplicada com sucesso na Europa e cujo objetivo é reunir saberes e fazeres da população para agregar valor aos produtos locais. Milleto citou o exemplo do presunto Pata Negra, produzido na região espanhola de Extremadura, que conquistou o mercado internacional depois que os pequenos produtores se reuniram para trabalhar em conjunto. “O mesmo pode acontecer aqui, que é uma região rica, com enorme potencial e que tem uma população de assentados querendo um desenvolvimento justo e sustentável”, afirmou. A Universidade Popular funcionará como um projeto de extensão da Faculdade de Teodoro Sampaio.


 

 
 
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